sábado, 25 de junho de 2016

NOTÍCIAS DE MONTALVÃO MUDAM DE LOCAL

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segunda-feira, 7 de março de 2016

Freguesias de Montalvão e Póvoa e Meadas organizam Romaria ao S. Silvestre

As Juntas de Freguesia de Póvoa e Meadas e de Montalvão, em conjunto com a Fábrica da Igreja e o Grupo Coral EmCanto de Montalvão, e com a colaboração da Câmara Municipal de Castelo de Vide, anunciaram a realização da Romaria de S. Silvestre no próximo Domingo dia 3 de Abril.
De acordo com o programa agora divulgado, a animação no local e a procissão contam com o apoio ativo da Banda da Sociedade Recreativa e Musical e do Grupo de Folclore e Cultura de Póvoa e Meadas. Por outro lado, a Romaria termina com um espetáculo (entrada livre às 17 horas) no Salão Paroquial de Póvoa e Meadas. 

MONTALVÃO-CEDILLO: Rota do Contrabando com 600 caminheiros

Montalvão - Cedillo em 19 de Março
Local: Montalvão
É já no dia 19 de Março de 2016, que se cumpre a XVII edição do percurso pedestre transfronteiriço em travessia, - Rota do Contrabando/Ruta del Contrabando -, entre Montalvão (Portugal) e Cedillo (Espanha)!
A Rota do Contrabando – Ruta del Contrabando não é apenas mais uma caminhada, é também uma rota de memórias, de emoções e de experiências, seja para aqueles que repetem o percurso, certos de viver novas sensações, seja para os que o fazem pela primeira vez e dela sairão para sempre marcados!
As (principais) virtudes, que estão na génese do progressivo sucesso deste evento:  (1ª) Nunca repetir um percurso, (2ª) alternar anualmente o local de partida e de chegada, (3ª) a travessia de barco do rio Sever. As inscrições estão abertas em Portugal, até 10 de Março e em Espanha até 7 de Março! Para mais informações deverão ser consultados os blogues do evento em http://rotacontrabando.blogspot.pt/p/download.html e da Associação Inijovem em http://inijovem.blogspot.pt/ .
A organização está a cargo da Inijovem em parceria com a Green Roc e tem como parceiros institucionais a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, Município de Nisa, Ayuntamiento de Cedillo e Junta de Freguesia de Montalvão.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Colóquio e Exposição na Casa do Povo sobre a Arte Chocalheira



OPINIÃO - Montalvão-Cedillo: Uma Pont(a)e de Esperança

No final do mês de Julho, a presidente da Câmara Municipal de Nisa, Idalina Trindade (PS) recebeu nos Passos do Concelho uma comitiva da Diputacion de Cáceres (órgão do governo regional) liderada pela presidente Rosário Cordero, tendo como principal tema na agenda a ligação transfronteiriça sobre o rio Sever ligando as duas regiões (Nisa e Cáceres).
Pela primeira vez, em muitos anos, que nos deparamos com uma enorme vontade política das duas partes em executar a obra que muita gente anseia.
A modificação que agora se verifica é fruto das ultimas eleições autonómicas/municipais em Espanha, que elegeu Rosário Cordero (PSOE) como presidente da diputacion, uma mulher de uma enorme sensibilidade e visão de futuro, como se pode atestar pelas suas primeiras ações politicas, com destaque para a visita aos vários concelhos da raia portuguesa, com os quais pretende manter uma estreita ligação e cooperação, pelo que nos dá a entender.
Do lado de cá (Nisa) também se sabe que existe no atual executivo uma real vontade em levar para a frente este projeto, o mesmo será dizer que as questões políticas colocadas anteriormente estão ultrapassadas, e isso é meio caminho para se poder concretizar o sonho das duas comunidades. Apesar de haver um grande entrave, que poderá em breve ser desbloqueado, espero eu, que é a questão não menos importante em relação ao financiamento da mesma, já que o anterior executivo de Cáceres (Partido Popular) devolveu à União Europeia os fundos que estavam alocados ao projeto inicial para a construção da ponte internacional sobre o rio Sever, por considerar que a mesma não era prioritária, para alem de ser muito dispendiosa e não trazer desenvolvimento acrescido para a sua região.
Saber ler os sinais que nos são apresentados, é fundamental para construir uma relação duradoira no médio e longo prazo, tal como na vida em geral, devemos seguir a mesma lógica na política. Por isso, neste caso, devemos acolher com as duas mãos e saber projetar esta nova fase das relações institucionais entre Nisa e Cáceres, e delas tirar os devidos dividendos.
Nunca como agora a cooperação entre povos foi tão necessária, porque juntos temos outra dimensão e podemos projetar mais longe a nossa voz (poder), e chegar com outro autoridade negocial junto das instituições centrais. É por aí que passa o nosso futuro, estabelecer parcerias e construir novas pontes que nos possam levar a um futuro mais próspero, e a gente desta raia esquecida, bem merecem.
Não podemos continuar neste impasse, necessitamos de desenvolvimento real, como pão para a boca, e isso também é fruto da ousadia dos líderes das comunidades que nos representam, lancem mãos à obra, a população agradecerá o vosso empenho e dedicação.
A esperança é uma miragem para a outra margem.
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

terça-feira, 23 de junho de 2015

APELO: A igreja Matriz de Montalvão – Um património a preservar

“Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto,
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.”
Fernando Pessoa
Ao longe, no campo, fora da população ouvem-se os sinos da igreja. Por quem os sinos dobram? Questionamos logo.
 O som do sino da igreja da minha terra era outrora mais do que um toque, era informação instantânea, numa época em que nem havia eletricidade, quando mais internet, facebook ou twitter para comunicar acontecimentos relevantes para a população, era tão importante na época, que hoje em dia até nos esquecemos que a igreja tem um sino, sintomas do avanço tecnológico.
Mas era ao som deste peculiar instrumento que se davam a conhecer à restante comunidade, vários acontecimentos de índole social como a morte, o casamento, o baptizado de qualquer dos seus membros, ou o alerta de perigo iminente (fogo, invasão, ataque, etc.).
Ao percorremos as ruas de Montalvão, verificamos que a sua centralidade encontra-se, ao contrário de outras vilas e aldeias do nosso país, não no rossio ou praça central, mas sim na sua igreja matriz, ou melhor na “Porta da Igreja”- ponto de encontro por excelência entre os seus habitantes. A sua relevância vai para além das questões religiosas, tornando-se num ponto de encontro entre pessoas, que convivem e partilham informação, que de outra forma ficaria perdida.

Por aquilo que aqui descrevi posso-vos dizer, que a igreja Matriz de Montalvão, também conhecida nos meios eclesiástico como igreja em honra de Nossa Senhora da Graça, é mais do que um edifício classificado com interesse municipal (desde 1977), é pois um património material e imaterial valiosíssimo que muitos desconhecem e é preciso preservar. São mais do que Paredes, chão, portas, são tesouros de vidas, momentos, que passaram por ali, e que continuarão a passar, entre as várias gerações de Montalvanenses, que se orgulham do passado desta terra e do seu património.
Por isso foi criado, nestes últimos meses, através do impulso da comunidade civil, em parceria com várias entidades oficiais uma comissão para levar acabo obras de restauro na Igreja matriz de Montalvão, estando neste momento a decorrer a angariação de fundos, para fazer face a esta nobre tarefa, tendo como ponto de partida festivo a realização do 1º encontro de coros ibéricos no próximo Sábado dia 27 de Junho. Sob o lema “Todos juntos, cuidamos melhor”, deixo aqui o apelo, para que todos façam o seu donativo, porque juntos conseguimos!
Cuidar do património é um ato de cidadania, bem hajam a quem tomou a iniciativa.
José Leandro Lopes Semedo

quinta-feira, 21 de maio de 2015

OPINIÃO: O Ti Bento (Homenagem póstuma)

 “O homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.” Thiago de Mello
Ao longo da vida soube construir, como poucos, pontes de afetos, de confiança, de respeito mutuo. Sabia ouvir, com a sabedoria dos homens bons, para depois decidir em conformidade com as necessidades da comunidade. Sempre em prol do bem comum. Sempre em defesa das suas gentes, do seu património material e imaterial. E por todos era respeitado, e entre a população carinhosamente tratado por “Ti Bento”. Um verdadeiro autarca em toda a sua dimensão, próximo de todos e dos seus problemas e anseios.
O “Ti Bento” - Bento Rafael Miguéns deixou-nos, esta semana. Montalvão e a sua freguesia ficaram mais pobres, perdeu-se um referencial do poder local. 
De todos os autarcas que passaram pela junta de freguesia de Montalvão, podemos dizer sem margem para dúvidas, que foi o único trouxe uma nova maneira de pensar o poder local, efetivamente, pretendeu construir um rumo diferente para que esta terra alcança-se o tão prometido desenvolvimento.
Em 1993 – numa entrevista - que resgatamos dos arquivos da Câmara Municipal de Nisa - que deu ao jornal “A Raia”, o “Ti Bento” realçava as suas preocupações e anseios para esta comunidade, quando apontava nesse seu discurso direto, quatro aspetos que entendia como relevantes para a freguesia:
 - No campo do desenvolvimento económico a construção da ponte entre Montalvão e Cedilho;
 - A relevância das relações bilaterais e transfronteiriças entre Montalvão e Cedilho;
 - No campo social a luta por melhor saúde – reivindicando ao poder central, mais médicos e mais meios de diagnóstico;
 – A preocupação com os mais velhos - dando o apoio no arranque para a construção do lar de idoso.
Deixo assim à minha maneira a minha modesta e sincera homenagem a este grande amigo e Montalvanense, o Presidente Bento Rafael Miguéns. Humildemente, curvo-me perante a sua memória e a sua alma. Sentidas condolências à família.
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO